
Goiânia se junta ao movimento nacional Levante Mulheres Vivas neste domingo (07/12), às 15h, na Praça Universitária. O ato reúne coletivos feministas, organizações sociais e ativistas que exigem respostas do Estado diante do avanço brutal da violência contra mulheres. Após a concentração, as manifestantes seguem em caminhada até a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), onde será realizada uma performance em homenagem às vítimas e em denúncia ao feminicídio.

Três cidades goianas aparecem entre as 20 com maior número de estupros no Brasil. O estado também ocupa o 6º lugar no ranking nacional de violência doméstica.
As lideranças do ato cobram políticas públicas eficazes, ampliação de casas-abrigo, centros de acolhimento, fortalecimento das leis já existentes e campanhas permanentes de educação de gênero. Especialista afirmam que é inaceitável que o feminicídio seja tratado como tragédia isolada: é uma violência estrutural e política.
O movimento Mulheres Vivas se ergue como resposta à falta de estrutura, proteção e justiça no Brasil. Reivindica orçamento real, segurança imediata e um sistema que funcione para todas. A aprovação da Lei 14.994, que aumenta a pena máxima do feminicídio para 40 anos, é uma conquista recente, mas ainda distante da realidade de muitas vítimas. O levante deste domingo não é um protesto isolado — é um chamado coletivo para interromper a escalada do ódio.
Fotos: Redes sociais