
O crime organizado brasileiro ultrapassa fronteiras e diversifica suas fontes de lucro. Segundo o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, o Primeiro Comando da Capital (PCC) já controla cassinos internacionais e transforma esquemas de lavagem de dinheiro em empreendimentos milionários.
Pimentel aponta que a facção paulista utiliza casas de apostas, boates e empresas de fachada para mascarar suas operações financeiras. A estratégia revela um modelo de crime cada vez mais sofisticado e empresarial, com atuação em paraísos fiscais e até no futebol europeu.
Enquanto o PCC avança com uma estrutura de alcance global, o Comando Vermelho segue centrado no domínio territorial e no controle das favelas. Para Pimentel, o contraste entre as facções evidencia caminhos distintos: um voltado à expansão internacional, outro às práticas tradicionais da criminalidade.
Autor do livro “Elite da Tropa” e coautor dos roteiros dos filmes “Tropa de Elite”, Rodrigo Pimentel atua hoje como consultor e comentarista de segurança pública, ao analisar os novos rumos do crime organizado no Brasil.
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