
Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) identificou a subnotificação de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no frigorífico de suínos da Frimesa Cooperativa Central em Medianeira, no oeste do Paraná.
Segundo o órgão, foram 7.094 casos sem emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT). A operação foi realizada entre os dias 23 e 27 de março e culminou com a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Segundo o órgão, a cooperativa não realizava adequadamente a análise epidemiológica dos acidentes e doenças em perspectiva preventiva. A operação também identificou irregularidades nas áreas de saúde ocupacional, ergonomia, segurança de máquinas e proteção de gestantes.
O MPT informou que, apesar das irregularidades, a empresa manteve uma postura cooperativa e técnica durante a fiscalização.
Por meio do TAC, a Frimesa comprometeu-se a afastar gestantes de ambientes com ruído acima de 80dB(A); adequar o sistema de detecção de amônia; controlar a movimentação manual de cargas; redução do ritmo de trabalho, a partir do método OCRA, entre outras medidas.
A unidade abate 6.100 suínos por dia e emprega cerca de 5.000 trabalhadores.
Procurada, a Frimesa informou que a inspeção de rotina coordenada pelo MPT é um procedimento comum e periódico para o setor de frigoríficos no país e que a empresa "manteve postura totalmente transparente e colaborativa" com as autoridades.
"Cada ocorrência é motivo de atenção e a empresa atua para aprimorar os processos de saúde e segurança ocupacional. Para isso, foi assinado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que reflete o compromisso da cooperativa em alinhar interpretações técnicas e fluxos administrativos sobre a legislação vigente e funcionará como um plano de melhoria contínua", destaca nota da Frimesa.
A cooperativa também afirma que já deu início ao cronograma de adequações e permanece à disposição das autoridades, reafirmando que a segurança de sua equipe é prioridade absoluta em sua operação.